Itaipu inicia testes de energia solar flutuante com capacidade de 1 MWp
Itaipu Binacional inicia testes de energia solar flutuante no reservatório com 1.584 painéis fotovoltaicos e capacidade de 1 MWp para avaliar viabilidade.
RedaçãoColaborador
04 de maio de 202617:47
A Itaipu Binacional deu início aos experimentos com energia solar flutuante através da instalação de 1.584 painéis fotovoltaicos no reservatório da usina. A estrutura experimental ocupa menos de 10 mil metros quadrados do lago e possui capacidade de geração de 1 megawatt-pico (MWp).
Os equipamentos foram posicionados a 15 metros da margem paraguaia, em área com profundidade aproximada de 7 metros. A energia produzida pelos painéis atende o consumo equivalente a 650 residências, sendo direcionada exclusivamente para operações internas da usina, sem integração à rede hidrelétrica principal.
## Capacidade teórica supera potência atual
As estimativas técnicas revelam o potencial expressivo da energia solar flutuante no reservatório. De acordo com Rogério Meneghetti, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, uma cobertura de 10% da superfície do lago com painéis solares equivaleria à capacidade de geração de toda a estrutura hidrelétrica atual.
O reservatório se estende por aproximadamente 1,3 mil quilômetros quadrados, com 170 km de comprimento e largura média de 7 km. Projeções preliminares indicam que a instalação de 3 mil megawatts em energia solar flutuante — correspondente a 20% da potência hidrelétrica — demandaria no mínimo quatro anos.
## Monitoramento ambiental e desafios técnicos
A equipe de engenheiros conduz análises detalhadas sobre os impactos da energia solar flutuante no ecossistema aquático. O monitoramento abrange possíveis mudanças no comportamento de espécies de peixes, desenvolvimento de algas e variações na temperatura da água.
A estabilidade do sistema de ancoragem constitui aspecto central da avaliação técnica. A influência dos ventos sobre o desempenho dos equipamentos também integra o cronograma de estudos. Mas qual seria o caminho para uma eventual expansão comercial?
Qualquer ampliação da capacidade de geração exigirá revisão do Tratado de Itaipu, documento firmado em 1973 entre Brasil e Paraguai que estabelece o marco legal da usina.
## Investimento de US$ 854,5 mil em projeto piloto
O consórcio formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia) executou o projeto experimental com investimento total de US$ 854,5 mil. A iniciativa representa segmento de programa mais amplo de diversificação da matriz energética da Itaipu Binacional.
O Itaipu Parquetec desenvolve paralelamente pesquisas com hidrogênio verde, produzido via eletrólise da água sem emissão de CO₂. O centro também investiga tecnologias para armazenamento energético através de baterias e geração de biogás utilizando resíduos orgânicos dos restaurantes da usina.
## Apresentação durante COP30 e próximos passos
Os resultados preliminares da energia solar flutuante foram apresentados na COP30, evento em que um barco movido a hidrogênio desenvolvido pelo Itaipu Parquetec foi entregue para comunidades ribeirinhas de Belém. As análises técnicas iniciais demonstram viabilidade da tecnologia em escala ampliada.
Segundo dados oficiais da usina, os estudos ambientais prosseguem com cronograma de 18 meses para conclusão. A implementação comercial da energia solar flutuante dependerá tanto dos resultados do monitoramento ambiental quanto das negociações diplomáticas para atualização do marco regulatório binacional. Os próximos anos determinarão se essa modalidade energética se consolidará como alternativa viável na maior usina hidrelétrica das Américas, expandindo significativamente a capacidade de geração renovável da região.
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Colaborador editorial.
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