Estudo da CNI indica que taxa sobre importações preservou 135 mil postos de trabalho
Estudo da CNI mostra que taxa sobre compras internacionais preservou 135 mil empregos e movimentou R$ 19,7 bilhões na economia brasileira.
RedaçãoColaborador
04 de maio de 202617:37
A taxa sobre compras internacionais de baixo valor preservou 135,8 mil empregos no Brasil, segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria nesta quarta-feira (22). Os dados da CNI apontam que a medida evitou R$ 4,5 bilhões em importações.
O levantamento revela ainda que a economia brasileira movimentou R$ 19,7 bilhões com a implementação da tributação. A CNI baseou os cálculos no valor médio das remessas registradas em 2025 para chegar aos números apresentados.
## Programa Remessa Conforme altera cenário de importações
O Imposto de Importação de 20% sobre compras até US$ 50 começou a vigorar em agosto de 2024, integrado ao programa Remessa Conforme. A medida provocou redução significativa no fluxo de encomendas vindas do exterior, conforme demonstram os números da CNI.
Entre 2024 e 2025, o total de encomendas internacionais recuou 10,9%. No primeiro semestre de 2025, a queda foi mais acentuada: 23,4% comparado ao mesmo período do ano anterior, quando a taxa ainda não estava em vigor.
"O objetivo principal da taxa das blusinhas não é tributar o consumidor, mas proteger a economia", declarou Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI. A entidade defende que a tributação visa tornar a indústria brasileira competitiva para preservar empregos e gerar renda.
## Receita federal cresce 150% com nova tributação
A cobrança do imposto no momento da compra simplificou a fiscalização e elevou drasticamente a arrecadação federal. Os valores subiram de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, crescimento de 150%.
Em 2024, o Brasil recebeu 179,1 milhões de remessas internacionais. O volume caiu para 159,6 milhões em 2025. Sem a taxa sobre importações, a projeção industrial era de que o número ultrapassaria 205 milhões de pacotes.
## Equilíbrio na concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros
A CNI sustenta que a tributação equilibrou a competição entre itens nacionais e importados, especialmente aqueles originários da China. Anteriormente, produtos estrangeiros de baixo valor frequentemente ingressavam no país sem o pagamento integral de tributos.
A medida também inibiu práticas consideradas irregulares, como subfaturamento, divisão artificial de pedidos e uso inadequado de isenções. As plataformas internacionais passaram a informar e recolher os impostos durante a venda, ampliando o controle estatal.
Mas qual seria o impacto na indústria nacional sem essa proteção tarifária? Os dados sugerem que a concorrência desleal poderia ter eliminado milhares de vagas e reduzido bilhões na movimentação econômica doméstica.
## Cenário futuro para o setor industrial brasileiro
Para a indústria nacional, o principal resultado da taxa sobre compras internacionais é a proteção da produção interna. A CNI argumenta que as importações permanecem permitidas, desde que ingressem em condições tributárias equivalentes.
O estudo da confederação, contudo, não examina possíveis efeitos sobre o poder aquisitivo dos consumidores ou a competitividade de preços no comércio varejista. A capacidade da medida de fortalecer duradouramente a indústria nacional dependerá de sua habilidade para inovar e reduzir custos, fatores que vão além da proteção tarifária e demandam monitoramento constante dos indicadores setoriais.
Redação
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