Energia solar atinge R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil com queda de 25,6% na expansão
Energia solar brasileira acumula R$ 300 bilhões em investimentos, mas registra desaceleração de 25,6% na expansão em 2025, segundo Absolar.
RedaçãoColaborador
06 de maio de 202619:03
A energia solar brasileira registrou R$ 300 bilhões em investimentos acumulados, considerando tanto usinas de grande porte quanto sistemas de geração própria. A informação foi divulgada pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
O setor fotovoltaico brasileiro demonstra sinais de desaceleração significativa. A capacidade adicionada à matriz energética brasileira diminuiu 25,6% em 2025, passando de 15,6 gigawatts no período anterior para 11,6 GW. Essa retração contraria o crescimento histórico observado na última década.
## Participação de 25,3% na matriz elétrica nacional
A energia solar representa atualmente 25,3% da matriz elétrica do país, estabelecendo-se como segunda maior fonte energética. A capacidade instalada totaliza 68,6 GW em funcionamento, abrangendo grandes usinas e sistemas distribuídos em mais de 5 mil municípios brasileiros.
O desenvolvimento do setor criou mais de 2 milhões de postos de trabalho na última década. A arrecadação pública gerada pelo segmento alcançou R$ 95,9 bilhões. Minas Gerais mantém a liderança tanto na geração centralizada, com 8,6 GW, quanto na distribuída, com 5,8 GW.
Barbara Rubim, presidente eleita do conselho da Absolar para 2026-2030, destacou que a prioridade será promover expansão sustentável da energia solar. Segundo ela, melhorias regulatórias são essenciais, assim como o fortalecimento do mercado livre e incentivos para tecnologias de armazenamento e hidrogênio verde.
## Obstáculos afetam expansão do segmento
O setor enfrenta principalmente os cortes na geração de usinas renováveis com produção excedente. Esses cortes ocorrem sem compensação financeira adequada para os empreendedores. Problemas de conexão para pequenos sistemas, relacionados à capacidade limitada das redes elétricas, também prejudicam o crescimento.
Tais entraves provocaram fechamento de empresas, cancelamento de projetos e eliminação de empregos. A situação motivou a Absolar a propor mudanças regulatórias implementáveis através de decretos presidenciais ou portarias ministeriais, dispensando tramitação congressional.
Qual será a resposta do setor aos desafios regulamentares futuros? A solução determinará se o Brasil preservará sua posição de destaque regional na transição energética ou se a desaceleração atual se estenderá.
## Projeções para o mercado fotovoltaico
A entidade defende a regulamentação do armazenamento de energia elétrica no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Essa medida poderia impulsionar projetos de armazenamento no regime especial da reforma tributária.
No cenário regional, a Bahia ocupa segunda colocação em geração centralizada com 2,9 GW, seguida pelo Piauí com 2,4 GW. Em geração distribuída, São Paulo lidera com 6,5 GW, seguido por Minas Gerais e Paraná, ambos com 4,2 GW.
A Absolar, criada em 2013, representa empresas e instituições de toda a cadeia fotovoltaica nacional. O comportamento da energia solar nos próximos trimestres será decisivo para avaliar se as propostas da associação conseguirão reverter a tendência de desaceleração verificada em 2025, definindo assim o futuro da participação brasileira na transição energética regional.
Redação
Colaborador
Colaborador editorial.
Leia Também

Governo federal investe R$ 130 bi na renovação de contratos de energia elétrica em 13 estados
Ministério anuncia renovação de contratos de energia elétrica para 16 distribuidoras em 13 estados com investimento de R$ 130 bilhões até 2030.
Redação

Indústria automotiva brasileira cresce 2,4% em abril com eletrificados em alta
Setor automotivo brasileiro registra 238,5 mil veículos produzidos em abril, crescimento de 2,4%. Eletrificados atingem 18,3% das vendas.
Redação
TCU autoriza retomada parcial dos empréstimos consignados do INSS
Ministro do TCU atende recurso da AGU e autoriza empréstimos consignados pessoais, mas cartões seguem suspensos por irregularidades.
Redação
